Domingo, 5 de Outubro de 2008

EMOÇÃO 4.0 – Emergência!



Um novo conceito de produzir e fazer arte, tinta, pincel e tela fazem parte do passado, processadores, transistores e mais algumas peças produziram robôs, livros, música.

Performative Ecologies, do Irlandês, Ruari Glynn, quatro simpáticos robôs interagem com o visitante captando imagens e reproduzindo em uma tela de LCD partes captadas pelas câmaras desses engraçadinhos robôs onde a personagem captada passa a ser a obra de arte desses artistas do futuro.




Trechos de cinqüenta títulos de grandes e renomados escritores foram gravados por artistas e amigos da artista Raquael Kogan – Reler – expostos em uma biblioteca com pouquíssima luz, os livros são abertos ao mesmo tempo, reproduzem os textos gravados, provocam no ambiente a sensação de várias pessoas falando ao mesmo tempo. A artista conseguiu com seu trabalho reproduzir emoções, como a irritabilidade, pois as muitas vozes versando assuntos diferentes ao mesmo tempo representou uma situação bem típica de uma sala de aula.


Outra obra que chamou a atenção as carpas, intitulada “canções submersas” de Vivian Caccuri, ao conectar um aparelho de “MP3” ou “MP4”, sensores dispostos a um tanque captam os movimentos das carpas, à medida que se movem na água, recriam música ou melhor, uma nova versão da mesma música, possibilitando ao freqüentador gravá-la em seu próprio aparelho.

A interação entre as obras desta exposição é muito significativa e faz pensar sobre o rumo da arte contemporânea ligada a tecnologia. A última exposição sobre Machado de Assis no Museu da Língua Portuguesa a tecnologia também está aliada a literatura. A exemplo do visitante que ao se posicionar sob o chapéu ocorre a reprodução de pensamentos e textos de Machado de Assis. Questionamos uma visitante, a Srta. Rose Pereira Farias, formada em artes cênicas pela Universidade São Judas sobre os avanços tecnológicos nas artes cênicas, relata que tanto na televisão como no teatro a tecnologia está muito mais avançada, segundo a entrevistada, hoje a iluminação é toda computadorizada basta registrar os espaços de cada ator e os refletores automaticamente produz ou reproduz uma determinada iluminação.
Há bem pouco tempo era preciso uma pessoa para direcionar o foco manualmente para um ou outro ator em cena. Sem falar o efeito sonoro dos grandes espetáculos onde a imposição de voz é insuficiente. Hoje há necessidade de utilizar microfone, tecnologicamente pequeno com alto poder de execução, sustentados na testa do ator que não interfere na maquiagem e na estética do ator, caso contrário, poderia desviar a atenção do espectador para aparelho se fosse maior.

Fotos:
http://www.criativopunk.com.br/2008/07/02/emocao-artficial-40-a-emergencia-no-itau-cultural/












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